Agência x Internet: como o agente pode bater o meio digital

Tarifas mais baratas, fácil acesso à informação e praticidade.

Por Lilian Bouzas Cardoso Gramari - Publicado em
Agência x Internet: como o agente pode bater o meio digital

Tarifas mais baratas, fácil acesso à informação e praticidade: esses são alguns possíveis argumentos de quem procura fechar viagens sempre por contra própria, nas tela de um celular ou de um computador, ao invés de buscar o auxílio de agências especializadas. Além disso, outra prática comum são potenciais viajantes que vão às agências, tiram dúvidas e buscam informações, mas têm a real intenção de fechar individualmente o roteiro, normalmente por considerarem ser mais vantajoso financeiramente.

De certo modo é verdade, as informações estão, em sua maioria, na rede universal online, acessíveis pelo próprio computador de sua casa. Sites de reservas online podem trazer boas opções de hotéis, e diversos buscadores de passagens oferecem voos de várias companhias aéreas. Até mesmo os blogs têm se tornado uma fonte comum entre viajantes, inclusive intensificando a discussão de como blogueiros e agentes podem atuar juntos.

Porém, por mais que internet facilite o acesso a milhões de dados, a grande questão é a confiança e a segurança que a fonte de informação lhe fornece. Não é à toa que buscadores enfrentam reclamações de voos cancelados ou valores desatualizados, e não são poucos os que chegam ao hotel reservado em sites de reservas e não encontram o serviço prometido. Além disso, aqueles que fecham tudo por conta própria, e durante a viagem se encontram em algum imprevisto ou em situações de desespero, não tem uma pessoa de confiança a quem recorrer.

E é nesse momento que entra o agente. No meio da nebulosa rede de informações fornecidas pela internet, é ele que saberá identificar e organizar os dados necessários para seu roteiro, e conseguirá distinguir para o viajante o seguro e confiável, do incerto e duvidoso.

Cabe, então, ao agente se atualizar e se adaptar aos novos perfis de clientes que surgem, convencê-los dos benefícios de se fechar o serviço com a agência, seja pelo suporte oferecido durante a viagem, pelo acesso que a agência dá à valores mais vantajosos, pela garantia de segurança do serviço oferecido ou até mesmo pela confiança e contato humano trazido pelo profissional do Turismo, aspecto indisponível na internet, e que pode ajudar o viajante a descobrir o que busca em sua aventura.

O PANROTAS reuniu quatro relatos de agentes de viagens que precisaram, através de seu expertise e argumentação, convencer seus clientes a fechar seu roteiro com eles, profissionais que tem como missão e objetivo facilitar a vida do viajante.

1. QUANDO DICAS E VANTAGENS VENCEM O FINANCEIRO (NOVA YORK)

Um dos casos ouvidos foi o de Antônio Holtz, da agência Resorts Online (SP). Certa vez, um senhor entrou na agência de Antônio apresentando um print na mão: era uma página de um site de reservas online, com a cotação de um quarto para ele e seus familiares em Nova York.
Pixabay

Apresentando o papel, o pai de família afirmou que só fecharia com a agência caso conseguissem bater o valor encontrado por ele na internet. Antônio, calmamente, solicitou ao homem que se sentasse e contasse o que desejava exatamente, pois com isso faria uma busca de opções.

Após uma boa conversa com o cliente, Antônio conseguiu traçar todo o perfil da família e identificar os serviços que eles precisariam. Com todas as informações, conseguiu cotar novas opções que, embora mais caras, se encaixariam muito melhor nas vontades do cliente e seus parentes; além disso, por conhecer o destino norte-americano, pôde também instruir e dar dicas para o viajante, de lugares turísticos e gastronômicos para ir, de acordo com os gostos do grupo. Como resultado, ganhou a confiança do homem, e em duas horas fechou as passagens aéreas, hotéis, carro e seguro da viagem.

“No atendimento que fiz aqui na loja, consegui falar particularidades do destino, informações que o site de reservas não possui”, explicou Antônio. “A principal característica do profissional do Turismo é algo que a internet nunca vai ter: a simpatia nos momentos do atendimento, as brincadeiras, e principalmente dicas. A Internet traz uma enxurrada de informações, que ao invés de ajudar o turista, cria uma nebulosidade na cabeça do viajante, que acaba ficando perdido, e é aí que o agente de viagens pode ajudar”, finalizou Holtz.

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